Bom, há um tempo que quero escrever pra vocês sobre a minha maior alegria de ser mãe, sempre arquitetei o quanto seria difícil descrever esse sentimento, mããããs, vamos lá!
“Com 19 anos eu pensava em fazer uma grande viajem com a turma de faculdade, conhecer o exterior, ser aeromoça, dormia até ás 10:00h e se nada desse certo eu iria para brasília acampar no planalto central, lembra meninas?
Mas não foi bem assim, com 19 anos foi que descobri que estava grávida, planejada? não, mais o fato é que nós MÃES não temos tempo de pensar se foi ou não planejada, o que vai ser de agora pra frente, e muito menos tempo para fazer um viagem para “colocar a cabeça no lugar” para poder digerir o susto e se acostuma com situação, e depois continuar a vida, não, não temos!É exatamente nesse momento que começa o extinto de mãe, aquele onde você deixa de pensar em você e começa a pensar em outra pessoinha que você ainda nem conhece, mas que por incrível que pareça, já ama. E foi ai, que a minha vida de mãe começou a se mistura com vida de jovem universitária, entre fraldas e livros.
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Descobri que tinha que amadurecer, que de filha havia passado a ser mãe. Deu-me um desespero, não é que eu não quisesse ser mãe, era só o momento que tava errado, minha cabeça dava mil voltas e derrepente eu tava tonta e caída no chão.
Eis que surge “a coisa” mais importante que uma pessoa pode ter na vida, a mais rica de todas denominada “F-A-M-I-L-I-A”, me levantaram com bastante cuidado, declamando um lema, “nós estamos com você e vai dá tudo certo, filho é presente de DEUS”.
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| Mamãe, Maninha Larissa, Papai, Eu, Maninha Marlla e maninha Isabella. |
Isso foi o suficiente para eu poder esquecer, ou melhor substituir meus sonhos antigos, por um novo sonho, o de ser MÃE.
A Maria Julia nasceu no dia 15 de janeiro de 2010, rica de saúde, pesando 3.050kg e medindo 49 cm , com apigá 10 (qual a mãe não fica feliz com isso?).
A gravidez foi normal, enjôos (bastante) pior com as minhas comidas FAVORITAS, não tinha erro era comer e vomitar, uma fome exagerada,fome das coisas mais estranhas possíveis e nas horas mais inusitadas, aumento de peso, crescimento do bebe, remédios ricos em cálcio,exames feitos e chegou-se o 9° mês, parto normal? Não nem pensar, meu medico me disse uma sabia frase “Por onde entra um limão não se sai um melão”, tomei para mim. Marquei a data, fiz as unhas e cabelo, lá estava eu vestida em uma camisola azul bebe com um rasgado atrás (morrendo de vergonha), um frio na barriga, anciosa e com medo, olho para trás e em uma brechinha na porta estava mamãe e minhas irmãs, todas com os olhos cheios d’água e doidas para entrarem comigo. Naquela sala gelada, com pessoas de luvas andando para um lado e para o outro, cheio de equipamentos hospitalares um luz intensa e minhas mãos começam suar, o Dr. aplica anestesia e já não sinto mais minhas pernas, uma sensação estranha da qual nunca havia sentido, achei que tinha algo errado, me deitaram, e uma lagrima desceu em meu rosto, eis que surge uma voz, enquanto estava deitada na maca, já anestesiada, “fique tranqüila, mamãe está aqui filha”, pronto foi o suficiente para me sentir como em um dia de chuva debaixo de cobertores com uma caneca de chocolate quente (ou seja, tranqüila e a colida)......"
To be continue





